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terça-feira, 14 de novembro de 2017

PARA COMPREENDERES O QUE TE É PEDIDO NOS TESTES E AFINS - Verbos de comando: O QUE PRETENDEM?




            Acontece: sabes a matéria, tens tudo na ponta da língua mas torna-se difícil estabelecer a relação entre o que sabes e o que te é perguntado numa ficha, num teste, num exame… onde for.

            Porquê? Muitas vezes não consegues descodificar qual o objetivo do verbo com que se inicia a pergunta, não sabes o que escrever exatamente e no momento de receberes o teste perguntas-te afinal, era (só) isto? e compreendes a nota do professor: inc., não respondes, fuga ao pretendido,

            Os chamados verbos de comando significam, afinal, o quê?

            … não sendo A solução para o teu problema, e que é o de quase todos os alunos do Básico e do Secundário, penso que o “glossário” que se segue te pode ajudar também uma vez que a outra parte do problema é um pouco mais complexa  J.


Analisar - Determinar os componentes ou elementos fundamentais de alguma ideia, teoria, facto, etc.; determinar aspetos ou qualidades do que está sendo examinado (elaborar uma resposta).

Caracterizar - Destacar os elementos principais ou distintivos.

Comparar - Apresentar semelhanças e diferenças. Examinar, simultaneamente, as particularidades de duas ou mais ideias, factos, ocorrências (elaborar um texto como resposta).

Criticar - Dar opinião pessoal. Tomar posição, a favor ou contra.

Definir - Dar o significado exato. Expor com precisão características ou particularidades de algum facto, ideia ou ocorrência (texto como resposta).

Demonstrar - Apresentar provas.

Delimitar - Dizer onde começa e onde acaba.

Destacar - Separar dentro de um todo (de um texto, por exemplo) uma ou mais informações, ideias ou conceitos mais relevantes ou não (pode ser apenas a transcrição de um excerto ou a exposição de um excerto seguido de um texto-comentário).

Diferenciar - Estabelecer características que não sejam semelhantes entre dois ou mais factos, ideias ou ocorrências (elaborar um texto; diferenciar não é o mesmo que definir).

Distinguir - Mostrar as diferenças.

Explicar - Desenvolver, para tornar compreensível. Tornar claro, fazer entender de forma coerente particularidades de factos, ideias ou ocorrências (texto como resposta) especificação; explicar não é exemplificar.

Identificar - Dizer o que é.

Indicar - Designar uma coisa, uma pessoa ou uma ideia.

Interpretar - Estabelecer o sentido.

Justificar - Dizer por que motivo. Explicar/demonstrar a veracidade ou não de algum facto ou ocorrência por meio de elementos/argumentos plausíveis.

Reescrever - Escrever de novo.

Relacionar - Estabelecer ligações.

Transcrever - Copiar de um texto uma frase, uma expressão ou uma palavra sem os alterar. A resposta não é alterada e sim apenas recortada, utilizando-se sinais adequados com aspas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

FARIA-O vs FÁ-LO-IA



Manda a regra geral que os pronomes pessoais átonos


me - te - o - a - nos - vos - os - as - lhe - lhes

se coloquem após o verbo, ou na chamada posição enclítica.


exemplo: Telefono eu ao avô, aliás, telefono-lhe logo à noite.


No entanto, no Futuro do Indicativo e no Condicional, esses pronomes colocam-se em posição mesoclítica, ou seja, antes das terminações de tempo e pessoa

exemplo: Eu, se pudesse, telefonar-lhe-ia agora.


exemplos para resolver...

1 - Ontem, devolvi  o livro ao professor de português. 

** Devolvi-...

2 - Enviarei ao José as encomendas conforme o pedido.

** Enviar-...

3 - Qual dos alunos se irá candidatar à vaga?

** Ele candidatar-...





sábado, 16 de maio de 2015

ACORDO ORTOGRÁFICO - USO DO H E DO HÍFEN (i)

            Na faculdade, tive uma professora de Estudos Linguísticos que, a propósito do uso do hífen, nos disse que este domínio era o que, desde sempre, maior discussão tinha causado entre alguns estudiosos da Língua, que nunca estavam completamente de acordo.
            Bom, celeuma e regras à parte, estas são as regras meus senhores…

1.
Na generalidade, o h é carta fora do baralho, inexistente, sem som, sem voz, foi descartado o que significa, afinal, manter-se presente.



anti-higiénico

anti-histórico

co-herdeiro

macro-história

mini-hotel

proto-história

sobre-humano

super-homem

ultra-humano




Exceção: subumana (neste caso, a palavra humana perde o
h).
2.
            Continua a utilizar-se o hífen quando a primeira palavra termina com a mesma letra com que se inicia a segunda palavra.
            Exemplos: micro-ondas – hiper-realismo – anti-inflamatório – sub-bibliotecário
3.

            Rejeitado e triste, parte o hífen...

           
neoliberalismo
                                
extraoficial
          
semicírculo

superintendente




sábado, 21 de março de 2015

FACADAS NA LÍNGUA PORTUGUESA (1)


Esta é uma paixão antiga que anda por aqui a (re)passear há já algum tempo... pequenas coisinhas que fazem toda a diferença quando é descurado o brio, quando gelou o apego, quando foi perdida a atenção.
Em primeiro lugar, falemos de nascimento:
 
Traços gerais sobre
 
Origem e evolução da Língua Europeia
 
O português é uma língua românica, com origem no latim vulgar trazido para a Península Ibérica pelos invasores romanos, a partir de 218 a. C., durante a segunda Guerra Púnica.
De início, a língua era comum ao Noroeste da Península, tendo constituído, até meados do século XIV, uma unidade com o galego.
As invasões germânicas e muçulmanas favoroeceram o aparecimento de um proto-romance galego-português, por cortarem as ligações com Roma.
Desde o século IX verifica-se, na Península Ibérica, um desfasamento entre o oral (romance) e o escrito (latim).
Nos finais do século XII, o romance galego-português está apto a servir a comunicação escrita. A partir de 1255, começam a ser escritos, em português, alguns documentos, e D. Dinis  (1279) torna obrigatória a redação de documentos oficiais em língua vulgar.
Até 1350, não há grandes diferenças entre o português e o galego.
De meados do século XIV a meados do século XV, o português entra numa fase de transição para o português clássico, assistindo-se, nesta altura, às primeiras tentativas de fixação e normatização temática da língua. Observa-se, entretanto, uma influência castelhana na língua da corte e na língua literária, que se manterá até ao século XVII.
o português moderno herdou as estruturas gramaticais e lexicais dos séculos XVI e XVII, afastando-se, porém, das referências latina, castelhana e francesa, aproximando-se, com maior ou menor incidência, consoante as áreas, da língua inglesa.

O Latim que ainda "se fala" e o significado:

Agenda - coisas que devem ser feitas
Album - lista
A priori - à primeira vista, antes de
Curriculum vitae - relatório de qualificação de uma pessoa
Ex aequo - em simultâneo
Honoris causa - causa honrosa
Per capita - por cabeça, por cada um
Sine qua non - absolutamente necessário
 
 
e agora essa paixão, a de retirar a lâmina sempre que a Língua Portuguesa é, de certo modo, assassinada...
 
... nos meios de comunicação social.
 
 
FACADA 1 - a propósito de um encontro de futebol
 
"... os adversários já sabem o que podem contar..."
 
segredos talvez, carneiros para adormecer...
 
ou seria antes, sabem com o que podem contar?
 
FACADA 2 - sobre alguém de quem se aguardava a saída e que, tendo-o feito,
 
não interviu
 
ora:  
 
intervir - terminação, verbo vir;  interviu, terminação verbo ver
 
isto é, eu intervim, tu intervieste,ele interveio, ...
 
e não eu intervi, tu interviste, ele interviu 
 
 
os verbos formados a partir de outros, "ganham" as terminações desse mesmo verbo.   :)
 
 
 
GRACINHAS...
 


quarta-feira, 2 de julho de 2014

ALGUM RIGOR, POR FAVOR!

 
 
Passou hoje em nota de rodapé, num noticiário de um canal português,que a manifestação X acabou com a detenção de n manifestantes.
 
Acontece que acabar com significa por fim a algo, destruir que, no contexto, não me parece ser a intenção da pequena nota.
 
 
Diga-se antes acabar em, ou no caso, acabar na detenção de indicando, deste modo, o desenlace da referida manifestação.
 
Algum rigor, precisa-se!

domingo, 29 de junho de 2014

"TER QUE" ou "TER DE"?



Embora não seja um erro considerado grosseiro, a verdade é que não me passa indiferente ao ouvido  :).
 
TER QUE e TER DE não podem ser utilizadas indistintamente do mesmo modo que dizer
 
Tenho de comer mais vegetais.
 
 e
 
Tenho que comer no frigorífico.
 
 
representam ideias diferentes.
 
Assim, na primeira frase, está implícita uma ideia de obrigatoriedade, um dever, uma obrigação (naturalmente, em defesa da própria saúde) enquanto que na segunda está indicada uma disponibilidade para algo.
 
 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

DEVEMOS DIZER...





Devemos dizer "página vinte e um"; então também devemos dizer "vinte e uma página"?

Assim como se deve dizer página vinte e dois uma vez que o numeral, colocado depois, concorda neste caso com a palavra "número", omissa, o mesmo sucede na expressão "página vinte e um" (número vinte e um, que representa a ordem da página.

Já o mesmo não sucede quando estamos a referir-nos à quantidade de páginas, com o numeral colocado antes. Deve-se, neste caso, estabelecer a concordância entre a grandeza avaliada e o numeral que representa essa medida,

Exemplo: “vinte e dois jogadores no plantel”

Logo, devemos dizer: vinte e uma páginas – “uma” porque página é do género feminino; “plural” em páginas porque são várias.

Não dizer, atenção, “vinte e uma página” pois é incorreto… os símbolos não têm plural e se considerarmos “página” uma unidade de medida do volume de um livro, em páginas, e do mesmo modo que dizemos “vinte e uma horas”, devemos também escrever vinte e uma páginas.

 

sábado, 21 de junho de 2014

ERROS DE LINGUAGEM MAIS FREQUENTES (1)


DIGA-SE!


NÃO SE DIGA!



1 - acerca disso - à cerca disso

2 - a gente vamos - a gente vai, nós vamos

3 - a maior parte deles foi - a maior parte deles foram

4 - amizade / amor por alguém - amizade / amor a alguém

5 - apresentar uma dúvida - colocar uma dúvida

6 - colocar uma questão - fazer uma pergunta; perguntar

7 - mal empregada (coisa mal) - mal empregue (coisa mal)

8 - semear batatas - plantar batatas



***  mandar alguém plantar batatas = mandá-lo bugiar







domingo, 12 de janeiro de 2014

Tropeções que se nos oferecem nestas coisas da Língua Portuguesa




tropecei "nisto"


mais precisamente no anúncio relativo à estreia do filme de 5ª feira, dia 9 deste mês.

"extender"... bom, fui à procura da existência deste vocábulo, ciente de que nada sei e antes que a esperteza saloia me traísse...

encontrei uma explicação aqui


que, de certo modo me convenceu pois dando indicações e pormenores quanto à origem da palavras "extensão", não definia o que se passaria com o tal "extender" enquanto verbo.

nova pesquisa preguiçosa e encontro que "extender", enquanto verbo, não existe.

decidida, levantei-me: dicionário de verbos portugueses, Houaiss e Dicionário Etimológico... Nada! Não existe. Mesmo.

e agora, armada, e como costumo dizer cá em casa e nas aulas...

Posso ralhar?

- e a não ser que me deem uma explicação plausível, lógica quanto ao que me fez tropeçar -

nunca hei de compreender esta tendência relaxada para não cuidarmos do património Nacional que é a nossa Língua. faz-se tudo de qualquer maneira e também porque o exemplo vem de cima... não há cuidado no modo como se fala, como se diz, no atropelo contínuo na língua de grandes e pequenos, de menos celebridade, mais celebridade.

veja-se a exemplo a pobre da palavra legislatura... trocam-lhe o [t] pelo [d], comem- -lhe sílabas, o impensável.

no entanto, não sendo a única vítima oral da rapidez e da ineficiência linguística, tudo muda de figura quando se trata do registo escrito.

a palavra escrita lê-se/vê-se/memoriza-se - com um pouco mais de atenção, não seria possível corrigir o que não está correto?

a palavra escrita fica, prevalece, memoriza-se - se cair em mãos erradas, desconhecedoras da forma correta, a falha, eufemisticamente, a gralha, poderá tornar-se um erro vulgar, propagar-se-á...

e então, 
para quando o gosto pela qualidade, pelo primor, ... para quando o brio no que se faz, no que se tem, no que se é.

[?]





domingo, 11 de agosto de 2013

Erros de todos os dias e dos nossos II - Solecismos




Solecismos:

- Erros de concordância

(as regras gramaticais da concordância não são respeitadas.)

 

Não / Sim

Fazem cinco anos que […]

Faz cinco anos que […]

Houveram muitos acidentes

Houve muitos acidentes.

Aluga-se casas.

Alugam-se casas.

Precisam-se de operários.

Precisa-se de operários.

Procura-se empregados.

Procuram-se empregados.

Tratam-se dos melhores profissionais.

Trata-se dos melhores profissionais.

Não passavam das oito da manhã quando […]

Não passava das oito da manhã quando […]

Obrigado. – disse a rapariga.

Obrigada. – disse a rapariga.

Meia louca

Meio louca.

Erros de todos os dias e dos nossos





Não / Sim

 

Agradecê-mos muito /Agradecemos muito

A gente não estamos satisfeitos / A gente não está satisfeita

Vocês hadem pagá-las / Vocês hão de pagá-las (hão de – novo ac. ort.)

É preciso agir rápidamente / É preciso agir rapidamente

Tu também andastes nos escuteiros? /Tu também andaste…)

Eu daria-lhe outra oportunidade / Eu dar-lhe-ia outra oportunidade

Deiam-nos as vossas opiniões / Deem-nos as vossas opiniões  (deem – novo ac. ort.)

Um dia hades ver que tenho razão / Um dia hás de ver que tenho razão  (hás de – novo ac. ort.)

Eles devem de estar a chegar / Eles devem estar a chegar

Se quisesse-mos, tínhamos ido / Se quiséssemos, tínhamos ido
 
 
 
 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sobre o acento circunflexo ... Pôr, Dispôr e outros





Verbo pôr - é acentuado ao contrário dos verbos dele derivados.

Assim, escreva-se:

DISPOR, COMPOR, APOR...


No entanto, devemos acentuar

DISPÕE, DISPÕEM, COMPÔS

É frequente encontrar inscrita a palavra residêncial nos toldos das Entradas daqueles estabelecimentos comerciais; tratar-se-á de uma clara confusão com o vocábulo residência.
De notar que, se os nomes (substantivos) têm acento circunflexo, o mesmo não se passa com o adjetivo a eles relativo.

ASSIM:

Residência - Residencial

Inteligência - Inteligente

Paciência - Paciente

Agência - Agente
...


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Como se escreve...?




CAIEM ou CAEM?
SAIEM ou SAEM
TRAIEM ou TRAEM?

Formas corretas:

CAEM / SAEM / TRAEM

Nota: Os verbos em -air, como cair, sairtrair, mantêm o i em toda a conjugação, exceto na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo.


HÁ CERCA DE / ACERCA DE / CERCA DE


1. há cerca de - verbo haver + locução prepositiva
Ex: Há cerca de seis meses que não nos vemos.

2. acerca de - locução prepositiva = sobre, a respeito de
Ex: A conferência foi acerca de Fernando Pessoa.

3. cerca de - locução prepositiva = mais ou menos
Havia cerca de meio milhar de pessoas no espetáculo.