O Tempo. O Espaço. A Crítica.
A História e a Ficção.
TEMPO
- Início
da Narrativa = 1711
®
O
rei casou em 1708 (diz-se que a rainha
tinha chegado há mais de 2 anos).
®
O
rei nasceu em 1689 (diz-se que tem 22
anos = 1711).
- As
referências temporais são poucas mas as datas que existem, e que são
importantes, permitem-nos seguir cronologicamente a acção, através de deduções.
- PROLEPSES
– encontram-se integradas nas digressões mentais.
- conferem ao Narrador estatuto de omnisciente
- estão aliadas à
ironia
Capítulos XV, XVII, XVIII
- 1717
– data da bênção da primeira pedra do Convento. - Cap.
XII.
- 1725
– data em que foi estabelecido o contrato de casamento dos príncipes.- Cap.
XXII
“o agora” –
1729
- 1730
– data da inauguração / sagração do Convento
(D. João V tem 41 anos) Cap. XXIV.
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|
-
desaparecimento de Baltasar no dia em
que todos vão assistir à Sagração do Convento; ele vai para Montejunto a fim de
consertar a máquina que está lá escondida.
(Cap. XXIII)-
verifica-se que a máquina funciona. |
- A
narrativa termina em 1739 – após os 9 anos em que Blimunda procura
Baltasar.
- encontra-o
no Rossio a ser queimado com António José da Silva, o Judeu; temos, neste caso,
mais uma indicação histórica verídica.
Conclusões: Saramago diz que a História é ficção por isso, há um desprezo pelo tempo
cronológico.
ESPAÇO (s)
- Ilustra(m)
o ambiente e os costumes da época.
- Espaços
físicos privilegiados ------ macro-espaços (Lx e
Mafra)
Lisboa >
micro-espaços – T. Paço, Rossio, S. Sebast. Pedreira, Odivelas, Azeitão
Mafra > micro-espaços – Alto da Vela, Pêro Pinheiro
(pedra), Serra do Barregudo, Serra
de Montejunto, T. Vedras.
- Lisboa = espaço social – ilustra bem as injustiças sociais.
A minoria tem tudo, o Povo nada tem. Caps. III, (texto da procissão) VIII, XV
A CRÍTICA
- O
Memorial do Convento é um romance que
se apresenta como uma crítica, cheia de ironia, ao que se passava no início do
sec. XVIII.
- o romance critica:
- opulência rei / nobreza Cap. III / Cap. IV
Vs.
- extrema miséria do povo
- Lisboa
é um alvo privilegiado das críticas. Cap.III
- Sátira encontra-se presente:
> nos
casos de adultério (corrupção de costumes)
Cap. III
> nas classes altas = os frades
levam as mulheres para as
celas. Cap. VIII
> o rei tem encontros com
as freiras (Madre Paula de
Odivelas, por exemplo) Cap.
XIII
- O
romance denuncia os métodos utilizados pela Inquisição e a repressão exercida
sobre o Povo. Cap. V
MAS
Também se critica o Povo que aplaude a queima (=
touradas)