"A renúncia é a libertação. Não querer é poder." Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
sábado, 14 de abril de 2012
ATENÇÃO, MENINOS!
Chamo a vossa atenção para o novo campo
Para Saber Mais e/ou Melhor
Entrem e Utilizem!
domingo, 8 de abril de 2012
FHL - PERSONAGENS (Matilde, Gomes Freire, ...]
MATILDE
Matilde coloca a nu os vícios do clero.
É uma defensora das causas perdidas: justiça, lealdade, valentia (saia verde).
É uma mulher corajosa, defensora da sinceridade, denuncia a falsidade e a hipocrisia do Estado e da Igreja.
Mulher apaixonada que vai tomando consciência do fim do seu companheiro e cheia de esperança (saia verde)
Surge em cena no Ato II e será com ela que o dramatismo na peça irá tomando forma e volume, num crescendo que tocará a alucinação e mesmo o delírio à medida que se aproxima o fim do “seu homem”.
Personifica a dor das mães, irmãs, esposas dos presos políticos.
SOUSA FALCÃO
Amigo de Gomes Freire e Matilde.
Partilha das mesmas ideias de Gomes Freire mas não teve a sua coragem. Autoincrimina-se por isso, medroso.
GOMES FREIRE DE ANDRADE
Representa Humberto Delgado e é uma personagem virtual / central.
Encontra-se sempre presente nas palavras das outras personagens.
É caracterizado pelo Antigo Soldado, por Manuel, D. Miguel e Beresford.
É idolatrado pelo povo, acredita na justiça e na luta pela liberdade (sabemo-lo pela voz de Matilde).
Foi um soldado brilhante, “estrangeirado”, é um símbolo da esperança e da liberdade.
E ainda…
Polícias – representam a PIDE.
Frei Diogo de Melo – representa a Igreja consciente da situação do país.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
PRODUÇÃO ESCRITA SOBRE TEMÁTICAS DE FHL
I
“E que interessa o que diz o povo?”
“Autoridade sempre presente e sempre pronta a intervir.”
Escreve um pequeno texto – cerca de 60 palavras – em que demonstres a importância destas frases para o desenrolar da ação e para a caraterização das personagens.
II
Considera a hipótese de teres assistido a uma representação da peça Felizmente Há Luar! , de Luís de Sttau Monteiro, com uma encenação fiel às indicações cénicas do autor. Escreve um texto, de 100 a 150 palavras, que pudesse ser publicado no jornal da escola, dando a tua opinião sobre a importância do tom de voz e dos gestos de algumas personagens, exemplificando com duas situações significativas da peça.
sábado, 31 de março de 2012
FHL - PERSONAGENS ... Manuel, D. Miguel Forjaz, Principal Sousa e Beresford
PERSONAGENS: Manuel
Manuel é um elemento do Povo que, consciente da situação em que vive, se sente impotente para sair dela. Simboliza a desilusão e a frustração do Povo português.
PERSONAGENS: D. Miguel Forjaz
Revela um carácter calculista, prepotente, tirano que se opõe ao progresso por razões pessoais. É primo de Gomes Freire e Governador do Reino; falso e hipócrita, condena o General sem possuir provas.
PERSONAGENS: Principal Sousa
Atormenta-o o número crescente de pessoas que aprendem a ler pois acredita que a ignorância do Povo facilita a sua moldagem. As ideias de França preocupam-no, revolucionárias, pois colocam em causa o poder eclesiástico.
PERSONAGENS: Beresford
Representa o domínio do exército inglês em Portugal e preocupa-se em denunciar e castigar os traidores. É autoritário e detém grande poder; é irónico quando se refere a Portugal, país que despreza: ver fala que se inicia em “Como a vida num país pequeno acaba por atrofiar… que farei tudo o que for necessário para os continuar a receber!”
No seu diálogo com o Principal Sousa, Beresford sente-se superior relativamente a Portugal e àquilo que é português (por exemplo, quando se refere às paisagens inglesas no excerto indicado em cima).
Ao longo de toda a ação, demonstra desprezo pelos seus companheiros governantes.
FHL - PERSONAGENS ... Vicente (Corvo e Morais Sarmento)
“FELIZMENTE HÁ LUAR!”
PERSONAGENS: Vicente (e os informadores Corvo e Morais Sarmento)
Vicente representa os denunciantes que não hesitam em recorrer à traição para ascender socialmente.
As razões que apresenta para as suas opções revelam-no o popular mais consciente da situação miserável em que vive o Povo.
** O Povo é uma personagem coletiva, abstrata e constitui o pano de fundo da ação dramática. O Povo é vítima do regime opressor e absolutista, é a classe explorada que vive na ignorância, na miséria e na desilusão. Vicente caracteriza-o muito bem quando, no Ato I, afirma na fala que se inicia em “Tu, José … Tens sete filhos com fome … Disso podes estar certo…”; do mesmo modo, Manuel fá-lo na sua intervenção junto de Matilde (Ato II).
sexta-feira, 30 de março de 2012
ACORDO ORTOGRÁFICO - Acentuação Gráfica
Acentuação gráfica
1. Supressão de acento:
O acento circunflexo (^) em alguns verbos, no presente do indicativo ou do conjuntivo:
como se escrevia - o que mudou
mas...
crêem creem
dêem deem
descrêem descreem
lêem leem
vêem veem
Os verbos ter e vir e seus derivados, mantêm o acento circunflexo na terceira pessoa do plural:
têm
vêm
contêm
obtêm
têm
vêm
contêm
obtêm
FELIZMENTE HÁ LUAR - APONTAMENTOS
SOBRE O TÍTULO…
A existência de uma exclamação e de um advérbio, Felizmente! aponta para o triunfo dos bons, para a veracidades dos factos, baseados na história (Raul Brandão baseou-se em factos históricos “Vida e Morte de Gomes Freire”).
O título surge no final, na boca de Matilde vindo assim, criar no texto lido uma circularidade simbólica. O mundo, a vida são constituídos pelo Bom e pelo Mau e este só é vencido pela coragem e pela esperança dos grandes caracteres ð revela uma atitude de não conformismo / inconformismo.
TEXTOS NO TEXTO…
É possível detetar a existência de dois textos paralelos:
1 – constituído pelas falas das personagens;
2 – constituído pelas didascálias.
No caso de Felizmente Há Luar! encontramos didascálias que fornecem informações ao leitor relativamente à movimentação dos atores em cena ou ao tom de voz por eles utilizado, de forma a que este conheça melhor as personagens. Estas informações obrigam igualmente o encenador e o diretor de atores a respeitarem o texto.
Para além destas didascálias surgem outras na obra em causa, mais subjetivas, e que são essencialmente descritivas e explicativas. Através delas, ficamos a conhecer a perspetiva do autor e levam-nos a refletir sobre o que está a decorrer no palco.
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