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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

"FREI LUÍS DE SOUSA": AS PERSONAGENS, ATO I: MADALENA


ATO I
PERSONAGENS
Madalena

- da família dos Vilhenas
- culta, dedicada à leitura (cita versos do episódio “Inês de Castro” de Os Lusíadas)
- frágil, sensível, fraca, dominada por medos e terrores (cena I)
- grata pela prontidão, servilidade de Telmo; respeita-o como a um familiar (cena 2)
- preocupada com a influência que Telmo exerce sobre Maria (cena 2), admoestando-o neste sentido
- reconhecida pela consideração e afeto que Telmo lhe dedicou logo que se casou  com 
D. João de Portugal (cena 2)
- preocupada em relação à sensibilidade / debilidade da filha (cenas 2, 3)
- fiel à memória do primeiro marido, durante 7 anos procedeu a buscas (cena 2)
- ama o segundo marido; sempre respeitou o primeiro (cena 2)
- ciumenta pela devoção que Telmo dedica a Maria (cena 2)
- constrangida pelo facto de Telmo intensificar os seus temores (cena 2), acusando-o por isso
- assustada com a possibilidade de D. João de Portugal viver ainda – “quimera”, “fantasma” (cena 2)
- preocupada com o atraso do marido que fora a Lisboa (cenas 2, 5)
- receosa, impotente perante a ação do marido face aos “poderosos” (cena 7)
- fraca, com falta de coragem para enfrentar a antiga casa (cena 7)
- obediente ao marido (cena 8)
- indiciadora de desgraças, calamidades (cena 8); pânico, presságios “três dias, três horas”
- supersticiosa, tenta salvar, em vão, o retrato de Manuel de Sousa Coutinho (cena 12)


in nº 21, Texto Editora






domingo, 13 de novembro de 2016

"FREI LUÍS DE SOUSA": AS PERSONAGENS, ACTO I, TELMO


ATO I
PERSONAGENS
Telmo
- crente, respeitador a Deus (cena 2)
- de baixa condição – não sabe latim (cena 2)
- fiel servidor, leal amigo de seus amos, a quem admira, prevalecendo a admiração e devoção por D. João de Portugal (cena 2)
- devoto a Maria (cena 2)
- respeitado e estimado por Madalena e Maria
- íntimo de Madalena, conhece os verdadeiros sentimentos desta (cena 2)
- amável e bondoso, deu carinho, proteção e amparo a D. Madalena logo que casou com D. João e após a viuvez (cena 2)
- autor de agouros e profecias (cena 2)
- crente de que D. João continua vivo após vinte e um anos (cena 2)
- crente da reciprocidade de estima por D. João de Portugal (cena 2)
- consciente da falta de amor de D. Madalena para com D. João de Portugal, apesar de reconhecer àquela respeito, devoção, lealdade (cena 2)
- substituto de D. João nos ciúmes que este não teve (cena 2)
- consciente da fragilidade, debilidade, doença de Maria
- amigo e apreensivo com a preocupação de Madalena em relação a Maria, compromete-se a não verbalizar a sua crença sebastianista e / ou regresso do primeiro amo junto de Maria (cena 2)

in nº 21, Texto Editora



sábado, 12 de novembro de 2016

"FREI LUÍS DE SOUSA": AS PERSONAGENS, ATO I, MANUEL DE SOUSA COUTINHO

ATO I
PERSONAGENS
Manuel de Sousa Coutinho

- da família dos Sousa; Cavaleiro de Malta
- inteligente, ativo (cenas 7, 9 10)
 nervoso, agitado, revoltado – cena 7
- prudente, toma as devidas precauções (cenas 7, 9); cauteloso, não se deixa surpreender; de decisões rápidas (cena 9)
- indiferente, despreza os receios da mulher em voltar à antiga casa, impõe a sua vontade, relativiza, inferioriza os temores dela – “caprichos” (cena 8)
- tranquiliza a mulher e pede-lhe que lhe faça o mesmo, não se deixando dominar por “vãs quimeras de criança” (cena 8)
- não sente ciúmes do passado de D. Madalena com D. João (cena 8)
- patriota, íntegro (cenas 8, 10, 11, 12); despreza a tirania (cena 10); compara-se a seu pai que morrera pela própria espada (cena 11)

in nº 21, Texto Editora


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

"FREI LUÍS DE SOUSA": AS PERSONAGENS, MARIA

ATO I
PERSONAGENS
Maria
- 13 anos
- curiosa, interessada, instruída, célere no entendimento, precoce (cenas 2, 3]
- formosa, fraca, frágil, doente – tísica (cens 2, 3)
- bondosa, pura, inocente (cena 2)
- estima, admiração por Telmo e à vontade perante este (cenas 2, 3)
- preocupada com a voz do povo que continua à espera de D. Sebastião (cena 3)
– perplexa por ninguém querer ouvir falar no regresso de D. Sebastião - exceto Telmo (cena 3)
- inconsciente da sua doença (cena 3)
- apreensiva com a preocupação da mãe em relação a ela (cena 4)
- com poderes sibilinos, adivinhatórios (cena 4); prevê a chegada do pai à distância (cena 5)
- diferente das outras crianças: responsável, adulta (cena 4)
- desgostosa por não ser um rapaz que pudesse ajudar o pai (cena 4)
- solidária com o povo que não pode sair da cidade para mudar de “ares” (cena 5)
- adulta, opina sobre a necessidade de remediar o desconcerto, as injustiças do mundo (cena 5)
- infantil pelo desejo de presenciar uma batalha que impedisse os governadores de se instalarem (cena 5)
- orgulhosa do caráter nobre e patriótico do pai (cena 7)

in nº 21, Texto Editora

domingo, 8 de abril de 2012

FHL - PERSONAGENS (Matilde, Gomes Freire, ...]



MATILDE

Matilde coloca a nu os vícios do clero.
É uma defensora das causas perdidas: justiça, lealdade, valentia (saia verde).
É uma mulher corajosa, defensora da sinceridade, denuncia a falsidade e a hipocrisia do Estado e da Igreja.
Mulher apaixonada que vai tomando consciência do fim do seu companheiro e cheia de esperança (saia verde)
Surge em cena no Ato II e será com ela que o dramatismo na peça irá tomando forma e volume, num crescendo que tocará a alucinação e mesmo o delírio à medida que se aproxima o fim do “seu homem”.
Personifica a dor das mães, irmãs, esposas dos presos políticos.

SOUSA FALCÃO

Amigo de Gomes Freire e Matilde.
Partilha das mesmas ideias de Gomes Freire mas não teve a sua coragem. Autoincrimina-se por isso, medroso.

GOMES FREIRE DE ANDRADE

Representa Humberto Delgado e é uma personagem virtual / central.
Encontra-se sempre presente nas palavras das outras personagens.
É caracterizado pelo Antigo Soldado, por Manuel, D. Miguel e Beresford.
É idolatrado pelo povo, acredita na justiça e na luta pela liberdade (sabemo-lo pela voz de Matilde).
Foi um soldado brilhante, “estrangeirado”, é um símbolo da esperança e da liberdade.

E ainda…
Polícias – representam a PIDE.
Frei Diogo de Melo – representa a Igreja consciente da situação do país.





sábado, 31 de março de 2012

FHL - PERSONAGENS ... Manuel, D. Miguel Forjaz, Principal Sousa e Beresford


PERSONAGENS: Manuel
            Manuel é um elemento do Povo que, consciente da situação em que vive, se sente impotente para sair dela. Simboliza a desilusão e a frustração do Povo português.

PERSONAGENS: D. Miguel Forjaz
            Revela um carácter calculista, prepotente, tirano que se opõe ao progresso por razões pessoais. É primo de Gomes Freire e Governador do Reino; falso e hipócrita, condena o General sem possuir provas.

PERSONAGENS: Principal Sousa
            Atormenta-o o número crescente de pessoas que aprendem a ler pois acredita que a ignorância do Povo facilita a sua moldagem. As ideias de França preocupam-no, revolucionárias, pois colocam em causa o poder eclesiástico.

PERSONAGENS: Beresford
            Representa o domínio do exército inglês em Portugal e preocupa-se em denunciar e castigar os traidores. É autoritário e detém grande poder; é irónico quando se refere a Portugal, país que despreza: ver fala que se inicia em “Como a vida num país pequeno acaba por atrofiar… que farei tudo o que for necessário para os continuar a receber!”
            No seu diálogo com o Principal Sousa, Beresford sente-se superior relativamente a Portugal e àquilo que é português (por exemplo, quando se refere às paisagens inglesas no excerto indicado em cima).
            Ao longo de toda a ação, demonstra desprezo pelos seus companheiros governantes.

FHL - PERSONAGENS ... Vicente (Corvo e Morais Sarmento)


“FELIZMENTE HÁ LUAR!”

PERSONAGENS: Vicente (e os informadores Corvo e Morais Sarmento)

            Vicente representa os denunciantes que não hesitam em recorrer à traição para ascender socialmente.
            As razões que apresenta para as suas opções revelam-no o popular mais consciente da situação miserável em que vive o Povo.
            ** O Povo é uma personagem coletiva, abstrata e constitui o pano de fundo da ação dramática. O Povo é vítima do regime opressor e absolutista, é a classe explorada que vive na ignorância, na miséria e na desilusão. Vicente caracteriza-o muito bem quando, no Ato I, afirma na fala que se inicia em “Tu, José … Tens sete filhos com fome … Disso podes estar certo…”; do mesmo modo, Manuel fá-lo na sua intervenção junto de Matilde (Ato II).