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quinta-feira, 11 de maio de 2017

O ESPAÇO FÍSICO E SOCIAL D' OS MAIAS

         O espaço físico surge na obra em função da atuação da personagem principal.
Deste modo, e em lugar de destaque, surge-nos a Quinta de Santa Olávia, no Douro, espaço onde Carlos será educado à inglesa, de forma bem diferente da tradicionalmente portuguesa; seguir-se-á Coimbra, cidade onde estuda, ensaia o amor, experimenta a literatura e conclui o curso de Medicina. A relevância dada à capital surgirá quando Carlos, regressado da sua viagem pela Europa, nela se fixa e monta o seu consultório. Lisboa passará a ser, desde então, o espaço privilegiado, facto justificado pela intenção do narrador em caraterizá-lo e a toda uma sociedade que nele circula e que envolve esta personagem (crítica de costumes).
         Sintra e o Ramalhete (em Lisboa) são igualmente espaços mencionados na obra mas ao serviço da intriga. Neste último, microespaço da capital, encontram-se personagens que fazem parte da intriga e da crítica, **** “É a vida de lazer, de jogo, de dispersão, continuada depois na grande cidade de Lisboa, símbolo de um Portugal da Regeneração instalado e decadente, que vai contribuir para o fracasso da personagem central que, sob um estatuto de grande burguês, se transformou num Don Juan amolecido e corrupto.”
****(in Os Maias em análise, Antologia Comentada)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O ESPAÇO SOCIAL EM "FREI LUÍS DE SOUSA"


Refere-se o Espaço Social ao conjunto de informações ou referências textuais que nos permitem concluir sobre costumes e mentalidades que caracterizam uma época, a época em que decorre a ação, em que vivem as personagens.
Sucintamente:
- as características do palácio de D. Manuel apontam para a existência uma família aristocrática;
- ainda na sequência do ponto anterior: a existência de serviçais ou criados como Telmo, Doroteia e Miranda;
- D. Madalena possui um grau de educação pouco habitual para a época, sendo mulher, pois quando a ação se inicia, está a ler;
- o mesmo se passa com Maria que lê “Menina e Moça” de Bernardim Ribeiro;
- D. João de Portugal, cavaleiro, pois combateu ao lado de D. Sebastião;
- a população de Lisboa vive em péssimas condições devido à peste; as personagens vivem em Almada, razão pela qual não são atingidas visto não haver comunicação;
- próprio da época e usual nas classes sociais mais elevadas: os casamentos eram de conveniência, sem amor, à semelhança do que sucedeu com D Madalena ao casar com D. João por obrigação;
- para todos os efeitos, Maria é filha ilegítima logo que se sabe que D. João está vivo e apesar de ser fruto de um casamento, o segundo de sua mãe;
- as formas de comunicação eram dificultadas pela falta de meios e pela distância, a comprová-lo, o facto de só se saber que D. João estava vivo passados tantos anos;
- a esposa é, normalmente, mais nova do que o marido, assumindo este a função de um segundo pai.