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quinta-feira, 11 de maio de 2017

CAPÍTULO I - RESUMO

A história de “Os Maias” começa no Outono de 1875 quando Afonso da Maia se instala numa das casas da família, o Ramalhete. Durante vários anos esteve desabitada e servia apenas para guardar as mobílias do palacete de Benfica, que fora vendido. Carlos, o seu neto de Afonso é a única família que lhe restava, tinha acabado o curso de Medicina em Coimbra nesse ano e queria abrir um consultório em Lisboa, razão pela qual Afonso decidiu deixar Santa Olávia, a sua quinta no norte do país, e acompanhar o neto para Lisboa. (referências ao tempo presente da narrativa, aos elementos que compõem a família Maia, aos locais onde circulam)
Afonso da Maia, agora velho e calmo, fora um jovem apoiante do Liberalismo, ao contrário do seu pai, um Absolutista. Por esta razão, Afonso foi expulso de casa, mas, por influência de sua mãe, foi-lhe oferecida a Quinta de Santa Olávia. Alguns anos depois, Afonso partiu para Inglaterra, onde esteve algum tempo, mas de onde teve que voltar devido à morte do seu pai. Foi então que conheceu a mulher com quem viria a casar, D. Maria Eduarda Runa, de quem teve um filho e com quem partiria para o exílio, de volta a Inglaterra. (tem início a Analepse e com ela passaremos a conhecer as gerações de Pedro, pai de Carlos, de Afonso, pai de Pedro e de Caetano da Maia, pai de Afonso, suas vivências políticas, sociais e amorosas) Porém, D. Maria Eduarda, mulher de fraca saúde e católica devota, não se habituou à falta do sol quente que tinha em Lisboa nem ao Protestantismo. Assim, ordenou a um bispo português que viesse educar o seu filho, Pedro, já que não consentia que o seu filho fosse educado por um inglês, muito menos num colégio protestante. Por isso, apesar de Afonso se tentar impor, Pedro cresceu frágil, medroso e excessivamente mimado pela mãe. Algum tempo depois, a doença de D. Maria Eduarda agravou-se e a família voltou para Lisboa, onde ela acabou por morrer, causando um enorme desgosto no seu filho Pedro. (caracterização de Maria Runa e de seu filho Pedro, as semelhanças entre ambos, as influências de uma educação à portuguesa, materna, contrariando a vontade de Afonso, defensor de uma educação à inglesa). Um dia, Pedro, recuperado do luto, apaixonou-se por Maria Monforte, uma mulher muito bela e elegante, filha de um negreiro. Por causa disto, Afonso da Maia opôs-se fortemente à relação do seu filho com Maria Monforte mas, apesar disso, eles casaram-se às escondidas e partiram para Itália, deixando Afonso sozinho e desgostoso com a atitude do seu filho, cujo nome não foi pronunciado durante muitos anos naquela casa. (paixão de Pedro por Maria Monforte, oposição de Afonso ao casamento entre ambos e concretização do mesmo)
Resumo in net

"OS MAIAS" - CAPÍTULO I - MOMENTOS MAIS IMPORTANTES



·         Os Maias vêm habitar o Ramalhete (1875)
“A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa…”
·         A descrição do Ramalhete antes de 1875
“Longos anos o Ramalhete permanecera…”
·         Vilaça, procurador dos Maias
“Além disso, a renda que pediu o velho Vilaça…” e segs. também com Vilaça Júnior
·         O restauro do Ramalhete (descreve-se a nova decoração)
Existe uma primeira descrição em “Mas Monsenhor, com os seus hábitos…”; depois, mais completa, “O que surpreendia logo era o pátio…”
·         Afonso (retrato físico)
“Afonso era um pouco baixo, …”
·         Caetano da Maia (pai intransigente)
No início da analepse, “Isto, porém, bastara para indignar…”      
·         Juventude de Afonso
Ver seguintes ao anterior.
·         Casamento e exílio
“Seu pai morreu de súbito…”
·         Educação de Pedro (o padre Vasques)
“Odiando tudo o que era inglês…”
·         O regresso a Lisboa
“Foi necessário calmá-la, voltar a Benfica. …”; “O Pedrinho no entanto estava quase um homem…”;
·         A morte de Maria Eduarda Runa (mãe de Pedro)
“Quando a mãe morreu, numa agonia…”; ver segs, sobre influência do meio / Naturalismo
·         A paixão de Pedro
“Mas um dia, excessos e crises findaram…”; ver segs.
·         Alencar conhece a mulher que Pedro vai amar (Maria Monforte)
“Não a conhecia. Mas um rapaz alto, macilento, de bigodes negros…”
·         O casamento de Pedro e o corte de relações com Afonso
“O Outono passou, chegou o Inverno, frigidíssimo.”; e segs

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Neste capítulo, considerar ainda as referências que pressagiam algo de trágico e que são mencionadas na descrição do Ramalhete e nas considerações acerca deste feitas por Vilaça; na descrição de Maria Monforte (cor vermelha) ou na comparação física que Afonso faz entre Pedro e um antepassado suicida...